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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Desafios


Com um título óbvio este texto não tem o propósito de ser inovador. Por isso, já começo afirmando que "o maior desafio" é o que enfrentamos todos os dias, a vida. Mas, os altos e baixos pelos quais passamos apresentam novos e assustadores obstáculos, que podem ser pedras ou nuvens. A ponte velha balança. Paramos e também permanecemos no mesmo lugar. Pessoas surgem como ventanias para nos derrubar, e outras, como apoio para nos ajudar a seguir em frente.
Ventanias ou mãos estendidas são passagens da vida. Sem uma, a outra jamais teria valor.
Perdoe-me o texto. Não é sensato escrever mais.
Beijos felizes !

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Os semelhantes se destroem. Seja diferente!


Há alguns anos uma mulher tornou-se louca. E sua loucura contagiou todos a sua volta, despertando os instintos mais primitivos e destrutivos que uma pessoa pode ter. Quanto mais angústia causava, mais feliz a Louca ficava. Todos os que permaneciam seguros de suas próprias vidas eram denegridos, ameaçados e considerados loucos por ela. Para a Louca, não bastava toda a destruição já feita, tinha que ser uma destruição total. Ela estudou, praticou e atingiu a perfeição da maldade. Maldade essa que ela acreditava ser o maior dos dons. A Louca não se sentia qualquer uma, ela era a maior e nada seria capaz de deté-la.
Por muito tempo ela manteve o monopólio da desgraça coletiva. Mas, a Louca não contava com este encontro; o da Louca com a Maluca. A antipatia foi instantânea, o reconhecimento era tão assustador que elas se repeliam, e tentavam provar ao mundo quem era a melhor. Nenhuma delas cedia, e o conflito aumentava. Por dias uma era a vítima, em outros as duas eram simplesmente malignas. Se perdiam em seus planos cinematográficos, envolviam almas fracas de espírito e mendigas de amor nos seus conflitos pessoais.
A Louca e a Maluca, continuam se degladiando. Porém, há quem acredite que esse encontro foi a melhor das soluções para a humanidade. Pois, agora que elas estão concentradas uma na outra, os pobre mortais, desprovidos de uma imaginação tão fértil e esquizofrênica, podem enfim seguir a vida em paz.
Portanto, independente de quem vença essa guerra insana de seres cruéis, o importante é nos mantermos vivos e distintos. Que os ruins se arruínem, e os bons se unam!

Felizes são aqueles que jamais ouviram uma história como essa. Conhece algum piscicopata? Não? Que sorte a sua, já que o mundo da cheio deles.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Igualdade para os iguais


No último domingo, aqui no RJ, aconteceu uma passeata com o intuíto de incluir jovens com síndrome de down no sistema de ensino normal. Uma das responsáveis pelo movimento disse, ao portal G1, que ainda há escolas que não aceitam alunos com Síndrome de Down ou que cobram uma taxa extra para aceitá-los, o que é ilegal. “Existem muitos casos assim, mas o problema é que as pessoas não cobram os seus direitos, elas preferem procurar outra escola”. Segundo a federação, nascem no Brasil aproximadamente 8 mil pessoas com a síndrome por ano.
A exclusão é antiga, mas, inúmeros mitos sobre a capacidade de aprendizagem das pessoas que teem a síndrome já foram quebrados. Em pleno século XXI é de se chocar que ainda há esse tipo de preconceito. Alias, estranho é ainda termos qualquer tipo numa sociedade tão desenvolvida.
Para finalizar, a frase de um dos manifestantes que sintetiza bem a idéia aqui apresentada.
“O ideal é que não houvesse exclusão. Se não existisse preconceito, não precisaria de passeata pela inclusão

Um dia a gente chega lá!

beijos ...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Extrema sinceridade = SOLIDÃO


Ontem, por volta das 15h, foi decretada a morte cerebral do estilista e ícone da televisão Clodovil Hernandez. Provavelmente, o assunto vai ser saturado na mídia e ouviremos por toda a semana a história de vida do Clô(para os íntimos). Mas, o meu intuído neste texto de hoje não é contar a trajetória do consagrado estilista e Deputado Federal mais votado de SP, e sim refletir sobre o que o levou a morrer só.

Clô, era o típico super sincero. Durante seus 71 anos, galgou em prol da verdade, consigo mesmo e com os demais. Assumiu sua opção sexual, numa época em que o direito de escolha era muito mais escasso do que hoje, e não economizava palavras na hora de dizer o que pensava sobre esse ou aquele individuo.

Não se preocupava em agradar ninguém, além de si mesmo. Muitas vezes, falava o que todos gostaríamos de dizer, em outras, exagerava nas críticas e expressões agressivas. Uma agressividade natural, não era um tipo, era essencialmente Clodovil.

Humilhação, algo que não suportava, ou, super-estimava. Clô, se sentia humilhado por certas atitudes, que nós seres passíveis de uma cegueira social, não nos importamos.

Ele não deixava barato. Berrava o que considerava verdade, quase que nos obrigando a concordar. Não o fazia porque era mal, mas, porque acreditava no que dizia.

Acreditar...

Clodovil Hernandez, aprendeu a acreditar e confiar apenas em si mesmo. Os demais ele sociabilizava, sem criar muitos laços. E esses, por vezes, lhe provavam que a desconfiança era válida.

Portanto, a opção de viver "só" foi puramente escolha. Se quisesse viver cercado de bajuladores falsos e hipócritas, era só começar a ocultar suas verdades. Mas, ele preferiu ser áspero e verdadeiro, a viver num mar cor-de-rosa e traiçoeiro.

Espero que tal escolha tenha o feito feliz. Pois, como ele eu também faço a opção do caminho da verdade, dura verdade, tão intensa e insuportável aos seres naturalmente fingidos, que a melhor companhia de quem opta por ela é a de si mesmo.

A sinceridade levou Clodovil à solidão, talvez, a mentira o trouxesse muitas companhias, e também, muita insatisfação.

Clô, vá em paz e encontre sua única e sincera amiga. Sua amada mãe. E na próxima vez que vier para esta dimensão, venha menos polêmico e sofrerás pouco.


Beijos ...



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

YES


Ontem em plena quarta-feira de cinzas, fui com meus irmãos ao cinema assistir "Yes Man" com Jim Carrey. Sem medo de ser feliz, declaro que:
NÃO foi um grande filme;
Jim Carrey NÃO estava sem graça, mas, o roteiro NÃO o ajudava;
NÃO chorei de rir;
NÃO odiei e
NÃO amei.
Agora me respondam, o texto NÃO ficou um pouco exaustivo com tanto NÃO? O que o tornou assim ? O excesso ! É, tudo demais vaza. Essa foi a mensagem que pude absorver do filme. Do mesmo jeito que só negar a vida pode nos prejudicar, o SIM também pode. Portanto, vamos começar a usar o "maybe"? (rs)
Pode não parecer mais eu NÃO estou de bom humor!


Beijos e NÃO abraços!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

It's Not Me, It's You(?)


Aproveitando o título que divulga o novo álbum da inglesa, "doidinha" Lily Allen, vou comentar sobre algumas pessoas que se sentem no direito de nos descrever, como se soubessem tudo ao nosso respeito. Existe um tipinho de gente que rotula as outras tendo como base si mesmo, vai com calma companheiro! Não é porque você seria capaz de cometer determinadas coisas que eu sou também. E muito menos farei qualquer coisa só pelo seu prazer. Rótulos, expectativas familiares, destinos programados, tudo isso faz parte da vida de muita gente que luta pra ser o que é simplesmente. Eu sei que existem pessoas que nos conhecem mesmo, que só no olhar sabe o que se passa nas nossas mentes brilhantes. Mas, sinceramente me irrito quando acham que sabem tudo, que tal comportamento quer dizer algo que nem pensamos um dia. Pais, amigos, namorados, irmãos, todos vivem na difícil missão de nos decifra. Eu sei que não é por maldade, eu também faço e você leitor também, mas precisamos TODOS desistir de decifrar nossos companheiros de vida. Talvez, com esse desafio vital finalizado possamos compreender que somos INDECIFRÁVEIS!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Todo mundo quer aparecer na Tv !


Meu time do coração é o Fluminense, mas não é por isso que vou deixar de registrar a minha revolta com a maneira que a polícia de Pernambuco conduziu o incidente com o time do Botafogo neste domingo. Não estou aqui para defender o jogador André Luis, também acho que houve uma falta de respeito dele para com a torcida adversária, porém o excesso de policiamento fortemente armado me passou a impressão de que os profissionais de segurança do estado queriam na verdade aproveitar a chance de aparecer na televisão, e infelizmente conseguiram, expondo e arriscando a integridade mental e física dos jogadores, não só do jogador envolvido mas o time inteiro foi agredido e desrespeitado. Para mim aquele jogo não valeu de nada, ninguém ganha quando há abuso de poder e falta de espírito esportivo. Espero que que os responsáveis pelo time carioca procedam de forma judicial diante desse episódio trágico, e que a partir deste fato os policiais passem a ser repreendidos e aprendam como é ter um comportamento mais humano.

Fica aqui minha indignação e dica para que as autoridades se preocupem mais com os problemas da sociedade, que não são poucos, e deixem que os jogos de futebol amenizem nossas preocupações.