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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Pode ser confuso e mal escrito


Hoje pensei em maturidade, discuti  com meu irmão a necessidade atual que temos em parar o tempo. 
Eu parei, e pensei em como gostaria de ter dez anos outra vez. Acordei, e segui minha fase pré-adulta, universitária, que torna tudo na minha vida obrigatoriamente formidável. 
No momento em que estava convencida de que não seria criança denovo, e que imaturidade é coisa de idiota, vejo a cena mais infantil e afetuosa do universo masculino; Dois homens, dos grandões, brincando de "lutinha"no pátio de uma universidade, assim que um cai o companheiro o ajuda a levantar, e diante de todo aquele "frizz" cheio de testosterona, o "golpeado" esbraveja a clássica frase: "não valeu, você foi pra machucar. Perdeu a noção!". Eu perdi a noção, minha razão me diz para considerá-los ridiculos e bobões, mas algo além do território cinzento me alegra porque de certa forma aqueles garotos conseguiram parar no tempo. 
Depois dessa reflexão "mixuruca" e nostálgica, procurei um banco vazio, de preferência bem isolado, onde eu pudesse me culpar por gostar desse estado alone. Encontrei vários no perfil que buscava, e nenhum vago. Todos os bancos estavam ocupados, todos tinham esse tipo de gente que quer se isolar, todos tinham pessoas sentadas que não queriam dividir "seu banco" com ninguém. Esse tipo que anda por ai se escondendo, esses que são como eu. Gente que parece grande e madura de verdade, pessoas que se pudessem escolher trocariam toda essa autosuficiência por uma máquina que parasse o tempo agora. Nada mais nada menos que aquele banco vazio, e seus poucos anos. 

terça-feira, 10 de março de 2009

Diretamente da "fossa do tempo"


De acordo com o pedido do "Anônimo" no outro post, hoje trago uma cartinha que nunca entreguei à uma paixão escolar. rs*



2:30 am de 10 de março de 2004-

"Loucura?

Toda noite quando deito pra dormir, sonho com tudo.

Tudo o que passou, e tudo que ainda não sou.

Mas, penso principalmente, em tudo que irá passar e, o que ainda será.

Em meus pensamentos há algo que nunca muda.

Pois, eu não sei o que sou, e nem o que será de mim sem você.

Não sou surda, mas, meu coração é. Eu ouço o que você diz, ele apenas te sente e te quer. "

Giuline Vitória- aos 14 anos para uma paixonite de escola.


Beijos pré-adolescentes

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Aos meus irmãos.


Essa semana está sendo um tanto quanto confusa emocionalmente para mim, porque foi exatamente por esses dias que me dei conta de que estou crescendo e é necessário "cortar o umbigo". Sou um modelo de garota não típico, amo minha família acima de tudo, sofro por eles, morro por eles e não duvido que fosse capaz de matar também, porém ando esquecendo de socorrer alguém que anda precisando muito mais da minha atenção, eu mesma. Quando fecho meus olhos e penso no meu futuro, não há um acontecimento em que a presença dos meus familiares não esteja, entretanto posso eu não estar inclusa nos projetos deles e talvez seja muito mais legal da minha parte deixá-los sós. Minha ausência pode ser o maior gesto de amor que eu possa oferecê-los.
Sou totalmente apegada aos meus "meninos", e aos dias que passo dentro de casa assistindo futebol com eles na TV, foi muito difícil ouvir o garotinho que eu tentei ensinar todas as minhas boas maneiras, as quais segundo minha própria mãe já nasci sabendo, pedir para que eu "tome conta da minha vida" e deixe a dele em paz. Só que tudo isso muda de figura numa noite de sexta ou de sábado à noite, quando meu irmãozinho “pré-adolescente” precisa de alguém para levá-lo a alguma festa ou ir jantar com a namoradinha, neste momento eu estou ali disponível, solitária e maternal para atendê-lo. Isso precisa acabar.

Portanto estou tentando mudar, até mesmo porque o conflito é muito mais complexo do que este texto me permite relatar, não vou abandoná-los jamais e nem preciso receber o mesmo amor em troca, só que a partir de agora vou procurar não passar tanta segurança deste amor.

Está doendo e é dor de amor. Amo vocês!

OBS: Não são meus irmãos na imagem ok ? VAMOS FLUSÃO, VAMOS GANHAR! rs

Beijos sem batom e com carinho de mamãe.