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terça-feira, 1 de junho de 2010

Assinado Isso

Aqui quem escreve é a Isso. É, a Isso! 

Aquela que parece não ter medo de nada, mas teme quase tudo. 
Aquela que julgam não saber amar, mas que morre por qualquer manifestação ridícula do amor ridículo.
Aquela que tem nome de nada, mas não atende por qualquer coisa.
Aquela não saber muito, mas dispensa os receios em buscar muito o saber. 
Aquela que para alguém é isso, mas para alguns é o aquilo distante. 

Ass: Isso.  

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Pode ser confuso e mal escrito


Hoje pensei em maturidade, discuti  com meu irmão a necessidade atual que temos em parar o tempo. 
Eu parei, e pensei em como gostaria de ter dez anos outra vez. Acordei, e segui minha fase pré-adulta, universitária, que torna tudo na minha vida obrigatoriamente formidável. 
No momento em que estava convencida de que não seria criança denovo, e que imaturidade é coisa de idiota, vejo a cena mais infantil e afetuosa do universo masculino; Dois homens, dos grandões, brincando de "lutinha"no pátio de uma universidade, assim que um cai o companheiro o ajuda a levantar, e diante de todo aquele "frizz" cheio de testosterona, o "golpeado" esbraveja a clássica frase: "não valeu, você foi pra machucar. Perdeu a noção!". Eu perdi a noção, minha razão me diz para considerá-los ridiculos e bobões, mas algo além do território cinzento me alegra porque de certa forma aqueles garotos conseguiram parar no tempo. 
Depois dessa reflexão "mixuruca" e nostálgica, procurei um banco vazio, de preferência bem isolado, onde eu pudesse me culpar por gostar desse estado alone. Encontrei vários no perfil que buscava, e nenhum vago. Todos os bancos estavam ocupados, todos tinham esse tipo de gente que quer se isolar, todos tinham pessoas sentadas que não queriam dividir "seu banco" com ninguém. Esse tipo que anda por ai se escondendo, esses que são como eu. Gente que parece grande e madura de verdade, pessoas que se pudessem escolher trocariam toda essa autosuficiência por uma máquina que parasse o tempo agora. Nada mais nada menos que aquele banco vazio, e seus poucos anos. 

quinta-feira, 13 de maio de 2010

pra falar de carência...



"Feito febre, baixava às vezes nele aquela sensação de que nada daria jamais certo, que todos os esforços seriam para sempre inúteis
Mais que sensação, densa certeza viscosa impedindo qualquer movimento em direção à luz.
E além da certeza, a premonição de um futuro onde não haveria o menor esboço de uma espécie qualquer.
Estava presente como nunca, tão pleno e perto que estava dentro do que chamaria - vaga e precisamente de: A Grande Falta.
Íntegro, sem mágoas nem carências ou expectativas. Inteiro, sem memórias nem fantasias.
Mesmo o não-medo sequer sentia, pois não-dar-certo era o natural das coisas serem, imodificáveis, irredutíveis a qualquer tipo de esforço.
Tão perfeito que nem ao menos provocava suspeitas aumentando as pausas entre as palavras, demorando o olhar..
Alguma coisa que jamais teria (...) por paradoxal que pareça, era completo nesse estado de carência plena. " 
Caio F. Abreu

(...)esse sentimento mais comum que brasileiro feliz antes da Copa do Mundo de Futebol.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Você às 6h30m


Hoje eu quis mudar.
Mudar de nome, de cabelo, de pele ...
mudar de mim.
Mudar por mim.
Mas não pude te esquecer.
Se não o deixo, não mudo.
Fico muda.
Espero você mudar daqui (...) de mim.


10 dias, dez palavras, dois nomes, e você.
10 dias, dez noites, um sonho, e você.
10 dias, um amor, uma dor, e você.
10 dias, uma mulher, um desejo, dezenas de lágrimas, e você.

8.